HiperPublicidade recebe destaque no Louco, não. Publicitário.

Foi recomendado por Luciano Marino, no blog Louco, não. Publicitário., nosso livro sobre Hiperpublicidade:

"Mais um grande livro se junta a nossa seleta categoria, trata-se do segundo volume de Hiperpublicidade. Organizado por Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa, a obra reúne 18 textos de professores de importantes escolas de comunicação do país, entre elas, uma que eu tenho especial admiração: a escola de comunicação da USP.

Voltado tanto para os interessados em pesquisa de mercado quanto para criação publicitária, Hiperpublicidade destaca-se pela definição de conceitos de forma extremamente didática e atual. Mas além disso, o livro nos ajuda a formatar algumas opiniões, mesmo para quem não vive diariamente o universo das agências de publicidade. Um bom exemplo é o fato de que em propaganda, muitas vezes ganham-se clientes pela criatividade e perdem-se por mau serviço e displicência.

Hoje, uma agência de propaganda só poderá colaborar eficientemente para o sucesso de seu cliente se pensar como cliente, quase como uma sociedade, e se o cliente, baseado nessa mesma comunhão, deixá-lo agir como agência. Essa é a tarefa fundamental do atendimento. Por isso, um publicitário moderno precisa entender a fundo diversas ferramentas de marketing. A pesquisa é, talvez, a mais importante delas. Com esse raciocínio, torna-se cada vez mais importante encarar as pesquisas qualitativas e quantitativas como complementares, ao invés de mutuamente concorrentes. Numa reflexão de Washington Olivetto, ele conclui que bons anúncios são o resultado da soma de informações rigorosamente armazenadas, codificadas, desestruturadas, decodificadas e processadas por brilhantes intuitivos. Na maioria dos casos, em momentos de angústia e tensão.

Outro ponto destacado com bastante pertinência no livro é a discussão em torno de quem tem mais importância nos dias atuais: o diretor de arte ou o redator. Mesmo partindo do princípio de que "Sede não é nada, imagem é tudo" e da enorme valorização do diretor de arte, essa é uma discussão que não deve mais existir. O livro lembra que valoriza-se cada vez mais a "imagem como mensagem". Com essa explosão da imagem, da comunicação integrada à multimídia, os papéis dos executivos da propaganda e do design mudaram drasticamente.

E para finalizar, Oliviero Toscani - o polêmico fotógrafo italiano que afirma que a publicidade não passa de um cadáver que nos sorri - diz que a forma tradicional de fazer publicidade está embolorada e morta. Com a participação de elementos redundantes como modelos com biotipo ariano, cenários deslumbrantes, homens viris, carrões reluzentes e exagero no uso dos produtos, a publicidade tornou-se completamente ultrapassada, e as populações dos diferentes países e cultura assimilaram esse desgaste, desacreditando e entediando-se quando expostas ao incessante e repetitivo apelo publicitário, em geral imbecilizante e alienado.

Tudo isso que eu falei até agora não é nem 1% do que eu absorvi ao ler Hiperpublicidade: Atividades e tendências. Sem dúvidas, um dos melhores livros que eu analisei este ano."
::HIPERPUBLICIDADE - Volume 2 - Atividades e Tendências
Organizadores: 
Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa
Categoria: 
Marketing e Comunicação
Image and video hosting by TinyPic

0 comentários:

Postar um comentário